Abrir/Fechar Menu
Portal da Cofco para difusão de boas práticas agrícolas no Brasil!

Por Geliandro Anhaia Rigo – Engenheiro Agrônomo, Mestre e Doutorando em Ciência e Tecnologia de Sementes pela UFPel
Atuando no Desenvolvimento de Produtos e Serviços na Nidera Sementes desde 28/09/2015

São Paulo, 18 de novembro de 2015 – Há pouco tempo, biotecnologia e sustentabilidade eram palavras desconhecidas dos brasileiros. O país precisava crescer economicamente em todos os setores, mas questões sobre sustentabilidade não estavam na pauta governamental, da sociedade ou dos agentes produtivos.

Nos últimos anos, a biotecnologia ganhou força e visibilidade e a sustentabilidade entrou de vez na agenda da sociedade, se transformando em uma questão de sobrevivência para o planeta. Em breve, todos os produtos que consumimos serão certificados não apenas por sua qualidade e segurança, mas também pela garantia de mínimo impacto ambiental.

Além disso, em grande parte das regiões produtoras, a possibilidade de expansão da fronteira agrícola encontra-se bastante limitada, tanto devido à proximidade dos centros urbanos, quanto pelo crescimento das áreas de preservação ambiental, cada vez mais importantes para a manutenção da fauna, flora e recursos naturais. Ao mesmo tempo em que a produção de alimentos precisa acompanhar o aumento populacional, precisa também fazer o uso racional da água e do solo, conservando o meio ambiente e adaptando-se às mudanças climáticas causadas pelo estilo de vida adotado pelo homem.

Neste âmbito, a biotecnologia assume grande responsabilidade na busca de soluções para atenuar os problemas atuais e futuros. Ela pode ser definida como um conjunto de técnicas de manipulação de seres vivos ou parte destes para fins produtivos e de conservação. Isso é possível porque sua utilização permite identificar e selecionar genes de interesse, assim como transferi-los para outro organismo, a fim de que sejam codificadas as características desejáveis.

Alguns exemplos de sucesso são a redução no uso de agrotóxicos proporcionado pelas plantas transgênicas, resistentes a herbicidas e insetos; o desenvolvimento de plantas adaptadas a diversas condições ambientais, como, por exemplo, tolerantes à salinização dos solos e à seca, contribuindo para a diminuição da irrigação intensiva e preservando água. Sem contar a redução no uso de máquinas agrícolas e, consequentemente, a diminuição da emissão de CO2 e a menor compactação do solo.

O uso dessas ferramentas biotecnológicas não é uma opção. É uma imposição para proteger a nossa agricultura das pragas e plantas daninhas, assim como é fundamental para melhorar a produtividade e sustentabilidade das lavouras em qualquer parte do planeta. Além disso, podem ser aplicadas técnicas de forma direta, através da utilização de microrganismos, para corrigir ou prevenir problemas de contaminação ambiental, bem como no tratamento e conservação de resíduos e efluentes.

A biotecnologia não dever ser vista como um problema, mas sim como uma solução que pode revolucionar a produtividade e induzir práticas mais sustentáveis.

A transformação biotecnológica pode ser a garantia de um mundo melhor para as gerações futuras.

Para conhecer outros textos dos Colunistas do Agricultura Consciente, acesse http://agriculturaconsciente.com.br/colunistas/

Crédito imagem: Pixabay/PublicDomainPictures

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil, exceto quando especificado em contrário e nos conteúdos replicados de outras fontes.