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Por Luan Ali Matos – agrônomo pela UFMS e trabalha na Nidera há 06 meses; e Márcio André Kliemann – administrador e agrônomo pela Unioeste e trabalha na Nidera desde outubro de 2012.
Ambos atuam no Desenvolvimento de Produtos e Serviços no negócio de Sementes.

São Paulo, 10 de fevereiro de 2016 – A escolha da semente é um dos momentos mais importantes no planejamento de uma atividade agrícola, seja nos cultivos de grandes culturas como a soja e o milho, seja na implantação de pastagens ou de culturas olerícolas. Não somente a escolha da espécie ou variedade, mas também a origem desta semente impacta no resultado da atividade e no produto obtido.

Ao longo dos últimos anos, tem-se observado um aumento da participação de sementes piratas nas lavouras e pastagens implantadas pelo Brasil. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Semente de Soja (Abrass), na safra 2015-2016, estima-se que um terço das lavouras de soja no país será cultivado com sementes de origem desconhecida.

O impacto causado pelo uso de sementes não certificadas é muito maior do que se pode imaginar e, nesse cenário, a escolha feita pelo produtor desempenha um papel chave. Ao adquirir uma semente sem origem, além da falta de conhecimentos exatos sobre o produto – afinal, não há fiscalização sobre esse tipo de material – o produtor pode estar trazendo para dentro de sua propriedade patógenos e plantas daninhas de difícil controle.

Vale ressaltar que a partir do momento em que a cadeia de produção de sementes não é reconhecida, as empresas obtentoras da genética e tecnologia tendem a diminuir seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento. E foi justamente esse investimento que permitiu o desenvolvimento, ao longo do tempo, de cultivares de soja adaptadas para todas as regiões do país.

Além disso, a comercialização e uso de semente pirata caracteriza comércio ilegal. A fiscalização pode ocorrer no momento da aquisição e até mesmo durante a condução da lavoura oriunda desta semente, momento em que o produtor deverá apresentar a nota fiscal de compra da semente fiscalizada.

Fica claro, portanto, que os riscos do uso de sementes piratas são muito maiores do que os possíveis benefícios de seu uso. A diminuição da utilização de semente pirata vai além do necessário aumento da fiscalização por parte dos órgãos competentes e revisões do atual sistema legal que a envolve. Depende, acima de tudo, da conscientização do produtor agrícola; principal fator de mudança nesse processo.

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