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Em três meses, número de adesões de empresas ao Manifesto do Cerrado triplica; anúncio aconteceu durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça

São Paulo, 07 de fevereiro – Em apenas três meses, o número de empresas que se comprometem a apoiar o Manifesto do Cerrado quase triplicou, indo para 61 signatários. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça., mais nove empresas anunciaram sua adesão para combater o desmatamento no bioma.

Manifesto do Cerrado foi uma convocação lançada no Dia do Cerrado do ano passado, celebrado em 11 de setembro, por uma coalisão de instituições da sociedade civil. O documento pede medidas imediatas em defesa do Cerrado a serem tomada pelas empresas que compram soja e carne desse bioma, assim como os investidores que atuam nesses setores, no sentido de adotarem políticas e compromissos eficazes para eliminar o desmatamento e desvincular suas cadeias produtivas de áreas naturais recentemente convertidas.

Em outubro de 2017, 23 empresas responderam à convocação e lançaram declarações de apoio aos objetivos do Manifesto do Cerrado. Três meses depois, já são 61 empresas signatárias que representam múltiplas cadeias de fornecimento de produtos, do varejo a bens de consumo a serviços de alimentação e cuidados pessoais.

O anúncio aconteceu durante uma reunião no Fórum Econômico Mundial, organizado pela Tropical Forest Alliance, onde líderes climáticos pediram a necessidade de ações de maior impacto para proteger florestas e outros ecossistemas ricos em carbono, uma vez que se estima que eles contribuam com 37% do potencial de redução de emissões .

Segundo as declarações feitas durante a reunião em Davos, o apoio das empresas ao Manifesto de Cerrado visa promover uma agricultura mais resiliente e práticas sustentáveis de planejamento de uso da terra na região. As empresas signatárias usam a soja ou o gado brasileiro em seus produtos ou cadeias de suprimentos e, portanto, são clientes importantes para esses setores. Eles apoiam o desenvolvimento e crescimento nas regiões produtoras de soja e gado de maneira que o desmatamento e a perda de vegetação nativa sejam evitadas, com o uso de 25,4 milhões de hectares de terra já convertida e que são adequados para a agricultura.

Os signatários reconhecem que, ao lado da ação individual das empresas, a combinação de vozes pode acelerar discussões de políticas públicas significativas e mais amplas. Os signatários do Manifesto declaram estar comprometidos a trabalhar com as partes interessadas locais e internacionais para interromper o desmatamento e perda de vegetação no Cerrado. A prioridade imediata é formar um grupo de trabalho com o mandato de desenvolver um roteiro e um plano de ação para implementar os objetivos das Declaração de Apoio.

Fonte: WWF Brasil

Foto: Seba864 / Public domain / Wikimedia.org

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