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Projeto elencou produtos e serviços para a realização de negócios que valorizam as iniciativas sustentáveis e que atendem o agricultor familiar, o médio produtor e as agroindústrias

São Paulo, 31 de maio – O Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: geração de valor na produção intensiva de carne e leite”, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), vem avaliando alternativas economicamente viáveis para o tratamento de dejetos na pecuária intensiva.

Para auxiliar produtores de gado de leite e corte interessados em implantar o tratamento de dejetos em suas propriedades, o Projeto elencou produtos e serviços para a realização de negócios que valorizam as iniciativas sustentáveis e que atendem o agricultor familiar, o médio produtor e também as agroindustriais, financiando as despesas decorrentes da condução ou implantação de tais empreendimentos rurais.

De acordo com o setor de investimento agropecuário do Banco do Brasil é possível financiar equipamentos relativos ao tratamento de dejetos, como composteira, biodigestor e gerador de energia elétrica a biogás. Entre as linhas de credito estão o Programa ABC, que financia a implantação, manutenção e melhoramento de sistemas de tratamento de dejetos e resíduos e também o Inovagro, que financia o gerador de energia elétrica, além da automação, adequação e construção de instalações para a pecuária. Já o Pronamp Investimento, destinado ao médio produtor rural, financia a despesas de produção como máquinas, equipamentos, caminhões e estruturas de armazenagem.

O Programa ABC auxilia na redução das emissões de gases de efeito estufa oriundas das atividades agropecuárias, com o aumento da produção agropecuária em bases sustentáveis, adequando as propriedades rurais à legislação ambiental. Entre os beneficiários estão os produtores rurais e suas cooperativas, que podem financiar até R$ 2,2 milhões por beneficiário/ano agrícola, podendo chegar a até R$ 5 milhões para implantação de florestas comerciais. As taxas de juros para esta linha de crédito é de 8% ao ano para beneficiários do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e 8,5% para os demais produtores. O prazo para financiamento é de até 15 anos, com carência de até 8 anos, de acordo projeto financiado.

Já o Inovagro, tem sua linha de crédito voltada para investimentos necessários à incorporação de inovação tecnológica nas propriedades rurais, visando o aumento da produtividade, a adoção de boas práticas agropecuárias e de gestão da propriedade rural, e a inserção competitiva dos produtores rurais nos diferentes mercados consumidores. Com o mesmo público-alvo do Programa ABC, os beneficiários podem financiar até R$ 1,1 milhão de forma individual e até R$ 3,3 milhões se o financiamento for coletivo. Para os dois modelos a taxa de juros é de 8,5% ao ano, com prazo de 10 anos e limite de 3 anos de carência.

O produtor rural também tem acesso a crédito para financiar bens novos, como máquinas, equipamentos, caminhões e embarcações, estruturas de armazenagem também com o Pronamp Investimento. O credito é destinado aos produtores rurais beneficiários do Pronamp, com limite financiável de até R$ 430 mil por beneficiário/ano agrícola. Para este financiamento, o produtor contará com taxas de juros a 8,5% ao ano, até 8 anos para pagar, com 3 anos de carência.

Programa Agro Energia
A partir desse ano, o produtor poderá contar ainda com o Programa Agro Energia do Banco do Brasil, que estima liberar R$ 2,5 bilhões até o fim do ano. Para apoiar a produção de energia limpa e renovável em atividades do agronegócio, o programa de financiamento objetiva a redução do custo de produção, autossuficiência na geração de energia, transferência de tecnologia ao campo, manutenção de renda e ampliação dos negócios com o setor agropecuário, com a implantação de usinas de energia solar, biomassa e eólica, segundo o Banco do Brasil. A iniciativa engloba pessoas físicas, empresas e cooperativas do agronegócio.

Para obter o financiamento, é necessário que os projetos tenham até 1 MW. O financiamento também poderá comtemplar equipamentos que vão atuar de forma isolada em uma propriedade, não precisando estar conectado à rede. Áreas como suinocultura e avicultura, que tem consumo de energia bastante elevado poderão se beneficiar das linhas de crédito.

As exigências e necessidades de documentação e comprovações são diferenciadas conforme a linha de crédito, sua finalidade, porte do produtor, itens a serem financiados, entre outras. Existem, porém, alguns pré-requisitos básicos, tais como: cadastro atualizado e limite de crédito aprovado, não possuir restrição impeditiva, entre outras. É fundamental que os produtores procurem as agências do BB para terem acesso à relação de todos os documentos necessários deforma customizada para o financiamento pleiteado.

O Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: geração de valor na produção intensiva de carne e leite” tem o intuito de, ao longo de um ano, avaliar e disseminar alternativas economicamente viáveis para o tratamento de dejetos na pecuária, como parte do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC). Para tanto, serão realizados levantamentos no Brasil e no exterior de modelos de tratamento, seguidos da avaliação econômica de cada um deles. Os modelos viáveis serão difundidos pelo Projeto por meio de workshops nas principais regiões produtoras do Brasil.

Fonte: Portal Dia de Campo

Foto: Zeloneto / Wikipedia

 

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