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Campanha realizada pelo Emater no Paraná apresentou redução de 50% no número de aplicações de inseticidas nas últimas cinco safras do Estado

São Paulo, 07 de fevereiro – O uso de boas práticas na agricultura é uma preocupação constante dos técnicos do Instituto Emater e, durante o Show Rural 2018, a instituição tem trabalhado para orientar os visitantes do evento sobre o monitoramento e o controle de pragas de forma sustentável, por meio de práticas que reduzem significativamente os custos e contribuem com a preservação do meio ambiente.

Na área destinada à lavoura são realizados testes com três variedades de soja, a fim de alertar os produtores quanto aos prejuízos causados pelo excesso de fungicidas, que aumenta os custos da lavoura, diminui os lucros e pode causar sérios danos ambientais. De acordo com o técnico Willian de Moraes Atanasio, não houve nenhuma aplicação contra percevejos ou lagartos na área. “Os produtores muitas vezes aplicam os fungicidas por pressão de vendedores, que recomendam a aplicação antes do fechamento da linha de plantio como mecanismo de prevenção. Com isso, acabam produzindo bastante e não obtendo um lucro justo, já que uma única entrada de máquina na lavoura gera custos operacionais, de mão de obra, óleo diesel, desgaste do equipamento e com o fungicida em si, que atualmente é um dos produtos mais caros da lavoura”, ressaltou.

Os benefícios das boas práticas na lavoura foram constatados com os resultados obtidos na campanha “Plante seu Futuro” que, por meio do manejo integrado de pragas da soja, reduziu em 50% o número de aplicações de inseticidas nas últimas cinco safras paranaenses. “O que estamos percebendo ano a ano é uma redução significativa de aplicações nas nossas áreas de acompanhamento. Os resultados não refletem só na parte financeira, pois vivemos em regiões agrícolas com muitos problemas de fungicidas no ar. Cada aplicação evitada favorece uma cidade inteira, reduzindo o impacto ambiental e melhorando a qualidade de vida das pessoas”, afirma o técnico.

Uma alternativa simples e interessante para os produtores é o coletor de esporos, que contribui de maneira eficiente no monitoramento e na prevenção de doenças da soja. “O coletor é o que usamos para perceber quando a ferrugem chega na área. Em seu interior existe uma lâmina que capta a presença do esporo. Essa lâmina é retirada semanalmente e analisada – por meio de um microscópio. O alerta para a necessidade de realizar a aplicação surge a partir da constatação do fungo”, explica Atanasio, destacando que a redução de aplicações de fungicidas pela metade pode resultar na economia de cerca de R$ 1.500 por alqueire plantado.

Fonte: Emater PR

Foto: skeeze / Pixabay.com

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