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Portal da Cofco para difusão de boas práticas agrícolas no Brasil!

Por Ana Carolina do Nascimento – Graduanda em Engenharia Ambiental e Sanitária pela FMU. Trabalha na Nidera há 10 meses integrando a equipe de Sustentabilidade Corporativa.

São Paulo, 24 de maio – Segundo a Embrapa (2015), no final da década de 60, o mercado da soja ganhou força e colocou o Brasil como maior exportador, rumo à posição de maior produtor de soja mundial. Para a safra 2014/2015, a cultura ocupou uma área de 31,57 milhões de hectares, o que totalizou uma produção de 95,07 milhões de toneladas e uma produtividade média de 3.011 kg/ha.

Com a expansão desse mercado e aumento significativo da produtividade da soja, os impactos ambientais decorrentes, principalmente da ocupação de áreas e do uso de agroquímicos, também podem se potencializar. Assim, a preocupação com a minimização de tais impactos vem ganhando espaço, sendo um fator integrante da competitividade do produto no mercado. Atualmente, o sojicultor tende a incorporar as Boas Práticas Agrícolas visando garantir a uma maior segurança dos alimentos, a proteção à saúde, a redução de riscos e dos impactos ambientais causados pela atividade agrícola e, consequentemente, a agregação de valor ao seu produto.

Dentre os exemplos de Boas Práticas Agrícolas destacamos a preservação da matéria orgânica do solo e a rotação de culturas. Esta consiste em alternar espécies vegetais numa mesma área agrícola, ocorrendo na entressafra de plantas anuais – por exemplo, a soja. As leguminosas são as mais utilizadas e eficientes para esse processo; elas reduzem a incidência de pragas e doenças, auxiliam na estruturação do solo evitando a erosão, além de realizar a fixação biológica do nitrogênio atmosférico no solo. Já a preservação da matéria orgânica atua na conservação da umidade do solo e o deixa mais rico em nutrientes e biomassa. Essas duas práticas integradas, além de proporcionar melhores condições para o desempenho da soja, também servem como fertilizantes e pesticidas naturais, diminuindo o uso de agroquímicos e minimizando a chance de contaminação do solo e da água, seja ela superficial ou subterrânea.

Nessa temática de recursos hídricos, a agricultura se apresenta como grande utilizadora do recurso, sendo responsável por aproximadamente 70% de sua utilização no mundo. Sendo assim, é de grande responsabilidade do agricultor conservar este bem natural, diminuindo e evitando os impactos diretos e indiretos que a atividade pode causar ao meio ambiente e à população.

Outro ponto fundamental é que o sojicultor conserve a vegetação que margeia os rios, riachos, nascentes e lagos de sua propriedade, pois, além de evitar o assoreamento e o agravamento das secas e das cheias, as matas ciliares servem como barreiras e filtros naturais, impedindo que um contaminante escoe das áreas agrícolas mais elevadas e entre diretamente em contato com a água. Os fertilizantes, por exemplo, podem causar a eutrofização da água e consequente déficit de oxigênio – necessário para atender a demanda respiratória de peixes e outros animais aquáticos.

Dessa forma, para que o mercado da soja possa continuar se expandindo, se faz necessário que esse processo ocorra em consonância e equilíbrio com o uso e proteção dos recursos naturais. As práticas citadas acima são algumas – das várias – práticas de conservação do solo e da água que, somadas a instrumentos legais vigentes, buscam garantir esse equilíbrio rumo à formação de um mercado mais sustentável, consciente e de melhor qualidade de produto.

Para conhecer outros textos dos Colunistas do Agricultura Consciente, acesse http://agriculturaconsciente.com.br/colunistas/

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