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Iniciativas buscam implementar  projetos comunitários em educação ambiental e sustentabilidade; jovens de áreas rurais também foram capacitados como agentes populares

São Paulo, 29 de agosto – A agricultora Heloísa de França vive em uma comunidade quilombola no Vale do Ribeira (SP). Comprometida com a memória dos antepassados e com a proteção ambiental, Heloísa foi monitora de um projeto voltado para a sustentabilidade na região. A população local aprendeu a confeccionar e usar artigos como pás e peneiras, os mesmos empregados pelos seus ancestrais na produção de farinhas, arroz e feijão. “Muito disso estava se perdendo e esses objetos são importantes para o beneficiamento de alimentos”, destacou.

A ação de fortalecimento cultural da qual Heloísa participou faz parte de um dos 12 projetos executados com recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). O edital que os contratou foi lançado em 2013 e, nesta semana, os executores de várias partes do país se reuniram em Brasília para avaliar os resultados. A partir da iniciativa, jovens de áreas rurais foram capacitados como agentes populares em educação ambiental na agricultura familiar. A medida também apoiou a implementação de projetos comunitários nessa temática.

O encontro realizado em Brasília possibilitou o intercâmbio dos diversos executores dos projetos. A reunião teve como foco os jovens que passaram pela formação, que tiveram a possibilidade de apresentar os resultados e os impactos dos projetos em suas comunidades e também de mostrar os produtos que fazem, como sabonetes de babaçu, mel, farinhas, frutas, castanhas, camisetas e bonés. Também foram realizadas palestras de temas como compostagem, manejo do fogo e segurança alimentar.

Com mais de R$ 6,2 milhões investidos, 1.470 pessoas foram beneficiadas em todo o Brasil. Os projetos em execução se espalham por estados como Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e São Paulo. “A formação dos agentes populares é importante para avançar com a transição agroecológica, na dimensão da inclusão social e sustentabilidade ambiental na produção”, explicou a secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Juliana Simões.

Produtividade

As melhorias para o meio ambiente e para a produtividade surpreenderam os envolvidos com os projetos. O produtor rural Antônio Marcos Salvador trabalha com hortaliças, frutas e outros alimentos em Cláudia (MT). Depois de adotar as técnicas que aprendeu nas capacitações, Salvador observou que a produção de castanhas dobrou. “Conseguimos abrir a mente das pessoas sobre a importância da preservação do meio ambiente. A produção melhora quando apendemos a trabalhar corretamente”, relatou.

Em Piquet Carneiro, no interior cearense, mais de 100 comunidades rurais foram beneficiadas. Os 117 agentes capacitados apontaram como principais problemas questões como disponibilidade hídrica, desmatamento, queimadas e gestão de resíduos sólidos, que foram debatidas nas comunidades. Os próprios participantes indicaram alternativas de intervenção e, de todas as ideias, algumas foram selecionadas para serem financiadas, como o reuso da água, a irrigação por gotejamento, a recuperação de mata ciliar e a coleta seletiva.

Etapas

As iniciativas financiadas também tinham como metas campanhas de educação ambiental e implementação de projetos comunitários. Dois deles já foram concluídos. Um deles é o projeto do qual Heloísa participou, executado pelo Instituto Socioambiental com comunidades quilombolas, indígenas, caiçaras e agricultores familiares de São Paulo. O outro foi realizado pela Prefeitura de Guarapuava (PR). Os demais estão na etapa de implementação dos projetos comunitários.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Foto: MMA / Reinaldo Gomes Ribeiro / ISA

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